ESPERANDO O PRÍNCIPE ENCANTADO

Quem nunca idealizou um par perfeito, igual aqueles de filme? Ouso dizer que quase todas as mulheres – pelo menos uma vez na vida. É bem comum isso ocorrer na adolescência. E não tem problema algum, pois, na adolescência, é quando assistimos filmes românticos, lemos livros de princesas que casam com seus príncipes encantados: onde tudo é algodão-doce e arco-íris. Na puberdade, é bem comum essa falsa realidade. Mas, até quando esse “sonho encantado” deve ser alimentado? É claro que, após a fase da adolescência, sobrevêm muitas responsabilidades e, com o tempo, o amadurecimento, principalmente emocional/sentimental.
Esse amadurecimento precisa acontecer, mas, às vezes, ocorre tardiamente e, muitas vezes, não chega a ocorrer – e aí está o PERIGO.  Mulheres gastam boa parte de suas vidas esperando esse príncipe, que, na maioria das vezes, PRECISA ser bonito, alto, loiro, inteligente e, se possível, rico: ô meu deus! Mas, a verdade é que a probabilidade de encontrar um cara com TODAS essas características é praticamente impossível, visto que quando o cara é inteligente, ele é pobre; quando é loiro, não é alto – e assim vai.
Nós, mulheres, sofremos tanto com o chamado PADRÃO DE BELEZA. Nós jamais deveríamos buscar esse PADRÃO IMPOSSÍVEL – principalmente, em outras pessoas, visto que nem nós mesmas conseguimos alcançá-lo. Mas, voltando ao assunto... a frustração que essa busca pode causar, muitas vezes, é irreparável, por isso é tão importante que nós, mulheres, deixemos os contos para os personagens de filmes, pois, na vida real, ninguém é perfeito e que, assim como nós, os homens também são imperfeitos e cheios de traumas.
Um exemplo real: tenho uma amiga que colecionava decepções, justamente por conta dessa idealização de homem perfeito; vários relacionamentos que não duravam um mês sequer. Sempre conversávamos sobre os relacionamentos dela, e não entendia o motivo de tanto sofrimento e insatisfação. Certa vez, ela comentou que estava apaixonada e que ele era perfeito – tudo o que ela sempre sonhou: ele era lindo, inteligente e ainda tocava violão; ele era o tipo que ela sempre imaginou e que ele era a  personificação da sua idealização, no caso, aquele clichê de filmes românticos, aqueles caras que tocam violão e fazem serenata. Logo a realidade bateu a porta dela, a idealização ficou só na imaginação, pois o cara era daqueles conquistador, que alimenta sentimentos e, no final, fica com outra. Um cara aproveitador. Aquele tipo que te faz fazer loucuras por ele, que só te liga no fim da noite, quando não tem mais opção. Mas, como um cara tão perfeito poderia ser assim, perguntava ela? porque o perfeito é subjetivo e, na verdade, não existe.
Bom, esse texto tem a finalidade de tentar mostrar o quão prejudicial é essa síndrome do príncipe encantado. Devemos amadurecer e entender que precisamos de alguém amigo, carinhoso, que respeite nossas diferenças, que nos ajude a crescer e que a beleza só é importante até os 30 minutos de conversa.

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